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Hospital Dr. Carlos Macieira (MA) promove I Encontro da Residência Multiprofissional

09/07/2019

Evento foi realizado pela Liga Acadêmica Multidisciplinar de Odontologia da Universidade Federal do Maranhão em parceria com a unidade gerenciada pelo Instituto Acqua e Secretaria de Estado da Saúde (SES)

Estudantes e profissionais de saúde participaram na manhã de terça-feira (09/07) do I Encontro da Residência Multiprofissional do Hospital Dr. Carlos Macieira (HCM), em São Luís (MA), realizado em parceria com o Ciclo de Estudos da Liga Acadêmica Multidisciplinar de Odontologia da Universidade Federal do Maranhão. A unidade é gerenciada pelo Instituto Acqua em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde (SES).

“Os alunos da Liga Acadêmica são do curso de odontologia e estão em período de estágio. Alguns integram a equipe do Carlos Macieira como residentes e a realização do evento dentro da unidade de saúde vem oferecer troca de conhecimento”, falou a coordenadora da Liga e do curso de odontologia da universidade, Rosana Casanovas.

O tema do encontro abordou aspectos da fisiologia do sono normal e apneia obstrutiva do sono, com o médico otorrinolaringologista e doutorando em Ciências pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, George do Lago Pinheiro. Ele também é pesquisador sobre medicina do sono e integra o corpo clínico da Unidade do Sono do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo.

Uma pessoa adulta dorme em média 8 horas por dia, segundo estudos do sono. Porém, o pesquisador chamou atenção para o fato de que essa condição não é uma regra e isso pode fazer muita diferença em uma consulta, motivo de observação clínica para as mais diversas especialidades médicas.

“Todo profissional de saúde deve estar atento à questão da sonologia, avaliar se o paciente tem algum distúrbio do sono. Um paciente com obesidade, por exemplo, se não dorme bem deve ser avaliado por um médico, educador físico ou nutricionista porque os hormônios do apetite e da saciedade são regulados pelo sono”, explicou George Pinheiro.

O sono é dividido em três estágios. O primeiro momento é o de vigília e o corpo mantém interação máxima com o meio ambiente, depois ocorre uma redução de interação no estágio do sono NREM e, por fim, a etapa de sono profundo, o sono REM, caracterizado pela atividade cerebral intensa (os sonhos) e sem interação com o meio ambiente.

Segundo o pesquisador, esses estágios do sono foram identificados em estudos no ano de 1953. Desde o período, a sociedade foi produzindo mais tecnologia e acelerando o ritmo de produção para o trabalho e o consumo com serviços 24 horas que têm extraído mais horas do descanso. Segundo George, em torno de cem anos, perdemos 1 hora e meia de sono, e isso tem afetado a qualidade de vida e causado transtornos e distúrbios.

“Devemos aprender que nosso corpo tem um ritmo e o sono faz parte disso, equilibrando a mente e o corpo. O padrão mental do funcionamento do nosso corpo nem sempre é igual ao padrão social. Responder a pergunta sobre porque dormimos ainda é um enigma, mas buscamos respostas para as consequências da ausência do sono”, disse o pesquisador.

Entre os fatores que são prejudicados pela ausência do sono estão a limitação no desenvolvimento e maturação do cérebro, a modulação da defesa imunológica, a consolidação da memória e atenção, a conservação de energia e a desintoxicação de substâncias. O especialista em estudos do sono também ressaltou que problemas no sono podem causar também o aumento da hospitalização, altos índices de absenteísmo, depressão, ansiedade, pior funcionamento cognitivo, entre outros fatores.

“Não coloque em sua cama e seu quarto outros estímulos que não o ajude a dormir. Aparelhos eletrônicos que emitem luz azul, por exemplo, o corpo reconhece como luz do sol. Não leve trabalho para o quarto. O cérebro precisa reconhecer o espaço da cama como o lugar para o sono”, lembrou.

George Pinheiro finalizou a palestra abordando o tema da apneia, uma pausa respiratória que acontece durante o sono e acomete 33% da população.

 

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