Acqua capacita profissionais com oficina de shantala para bebês

04 de Fevereiro de 2019

Massagem indiana traz benefícios para saúde do bebê, além de estabelecer os vínculos com a mãe; Maternidade de Alta Complexidade do Maranhão é a primeira a contar com atividade que reuniu profissionais de outras maternidades gerenciadas pelo Acqua

Com intuito de oferecer boas práticas e promover maior vínculo entre mães e bebês, a Maternidade de Alta Complexidade do Maranhão (MACMA), localizada em São Luís, é a primeira unidade a receber oficina de capacitação em técnicas de massagem com fundamentos da ioga e medicina tradicional indiana para recém-nascidos. A atividade, ocorrida em (29/01), teve orientação da enfermeira-obstetra Danielly Gomes e também contou com enfermeiros e fisioterapeutas de outras maternidades como a Benedito Leite e Nossa Senhora da Penha. As três unidades são gerenciadas pelo Instituto Acqua em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde (SES).

A shantala é uma técnica que surgiu na Índia com fundamentos da ioga e medicina tradicional indiana. Disseminado mundialmente pelo obstetra francês Frederick Leboyer, o procedimento ajuda a propiciar maior vínculo entre a mãe e o bebê e também o desenvolvimento físico e motor da criança, indicada, sobretudo, a crianças com problemas de neurodesenvolvimento.

"Esta foi a primeira oficina da Shantala aqui na Maternidade de Alta Complexidade e priorizamos a presença de enfermeiros e fisioterapeutas daqui e de outras unidades do Acqua que atuam em maternidades. O objetivo é qualificar os profissionais dos diversos setores que atendem diretamente os recém-nascidos com práticas diferenciadas”, explicou Meire Lene Silva Vale, supervisora de enfermagem do Centro de Parto Normal, Admissão e Classificação de Risco da MACMA.

Para a aplicação da massagem, a enfermeira-obstetra Danielly Gomes orienta criar um ambiente confortável e propício ao relaxamento. Durante a shantala, cada exercício e movimento deve ser feito com bastante concentração, diálogo entre mãe e bebê, contato visual, uma “conversa com a pele do bebê”.

“Ela pode ser iniciada a partir de um mês de vida, respeitando a cicatrização do umbigo e sensibilidade da pele do bebê. Os quatro primeiros meses são importantes para aplicação da técnica e não há idade definida para ser interrompida”, esclareceu a enfermeira.

Além do relaxamento, a técnica promove a redução de tensões e bloqueios da criança, oxigenação do cérebro, melhora da frequência cardíaca e respiratória, estímulo ao aparelho locomotor, ajuda na eliminação de gases, melhora o sistema imunológico e auxilia o bebê a ter um sono mais tranquilo. 

A oficina contou com apoio do Núcleo de Educação Profissional da unidade e a coordenação da Casa das Gestantes. Inicialmente, o treinamento foi direcionado para os profissionais de saúde para que, posteriormente, as técnicas sejam repassadas às mães internadas na Unidade de Terapia Intensiva e UTI Neonatal.

A próxima oficina também direcionada a profissionais de saúde do Acqua acontecerá no dia 13 de fevereiro voltada para treinamento de cardiotocografia, um tipo de exame realizado durante a gravidez para verificar os batimentos cardíacos e o bem estar do bebê.