Acqua promove tributo ao samba com entrada gratuita em Santo André | Instituto Acqua

Acqua promove tributo ao samba com entrada gratuita em Santo André

12 de Março de 2018

Iniciativa do Instituto Acqua, evento marca lançamento de galeria que homenageia artistas da região; documentário sobre sambista Dona Inah terá exibição seguida por roda de samba

Um passeio pelo tempo. Com a proposta de relembrar artistas, lugares e movimentos que fizeram história no Grande ABC e valorizaram as expressões artísticas e culturais, o Instituto Acqua cria espaço dedicado a homenagear aqueles que tanto encantaram e ainda encantam entusiastas. A galeria intitulada ABC das Artes será fixa na sede do Instituto, em Santo André (SP). O evento que lança o ABC das Artes e fará as homenagens a Dona Inah, Mimi Boêmio e Joca Sete Cordas acontecerá no dia 17 de março, sábado, a partir das 14h, no Espaço Acqua Cultura, na Avenida Lino Jardim, 905, Vilas Bastos. A ação também contará com exibição inédita do filme 'Que cantadora a vida me fez', dirigido por Patrícia Francisco, que mostra a trajetória da sambista Dona Inah - vencedora do Prêmio TIM da Música Brasileira, e roda de samba. A entrada é gratuita. 

Clementino Raimundo, o Mimi Boêmio, nascido em Santo André em 1936, é considerado o maior seresteiro da história do Grande ABC, cantando há mais de 50 anos sambas, choros, gafieira e MPB. Ele será um dos primeiros homenageados pelo ABC das Artes. Sua carreira tem uma trajetória extensa nas noites, chegando a se apresentar no lendário bar 'Pedacinho do Céu', 'Saramandaia', 'Orquestra Toscano', 'Almoço com as estrelas', 'MPBar' e, atualmente, realizando shows no 'Boteco Adoniran' e 'Catedral Hall', ambos em São Bernardo do Campo.

Idealizador da ação, Ronaldo Querodia, diretor-presidente do Instituto Acqua, demonstra carinho pela proposta de valorizar cada artista que colaborou não apenas para o crescimento da música no País, mas sobretudo fez da região do ABC Paulista um marco para demais artes. "São inúmeros artistas que representam bem nossa região. O Mimi é um dos grandes ícones, assim como Dona Inah e o próprio Joca. Personagens que encantam várias gerações. Com essa iniciativa, o Acqua quer contar a história desses artistas e, ao mesmo tempo, homenageá-los pelo lindo talento que carregam ou carregaram", comenta.

Outra artista expoente que será homenageada na galeria ABC das Artes é Inez Francisco da Silva, a Dona Inah. Nascida em 1935, na cidade de Araras, no interior paulista, viveu em Santo André por muitos anos. Vive cercada de música desde a infância. Com menos de 20 anos, já cantava no rádio, e em tempos mais tarde, em orquestras, bailes, clubes e casas noturnas. Em 2005, após meio século de persistência, recebeu o Prêmio TIM da Música Brasileira, aos 70 anos, na categoria "Revelação", com o disco Divino Samba Meu (2004). Andou pelo mundo, fez shows pelo Brasil, surpreendeu o Marrocos e encantou a Europa. Também ganhou o título de primeira dama do samba de São Paulo em pleno Teatro Municipal.

A galeria ABC das Artes está localizada no espaço cultural do Instituto Acqua, no interior do auditório - local onde renomados artistas já cantaram, como a Rosa Moura, viúva do saudoso Joca Sete Cordas, músico renomado no ABC Paulista que acompanhou ao longo de sua trajetória os grandes nomes da MPB. Ele também integra a abertura do memorial ABC das Artes. O violonista de sete cordas liderou a Camerata do Choro em canções como Carioquinha, Chorando Calado e Minhas Mãos, Meu Cavaquinho, de Waldir Azevedo; Noites Cariocas e Mágoas, de Jacob do Bandolim; e Jongo, de João Pernambuco. Fez história no rádio, no disco, nos programas de auditório e nos grandes espetáculos musicais. Como memória, legou Rosa e Carlos Moura, mulher e filho. 

O Acqua também é responsável por apoiar a Camerata do Choro de Santo André, liderada por Carlos Moura. O grupo realizou diversas apresentações em eventos do Instituto e mantém parceria para este ano. "Relembrar grandes símbolos do samba é sempre motivo de felicidade. Ainda mais ao lado de tantos talentos, que representam tão bem nossa cultura", garante Rosa.

Sobre a diretora do documentário 
Patrícia Francisco, natural de Porto Alegre (RS), vive e atua no Rio de Janeiro. É cineasta, artista plástica, pesquisadora, doutoranda em Artes pela Escola de Belas Artes da UFRJ e artista representada pela Galeria Mamute. Em sua pesquisa aprofunda conhecimentos do recente processo histórico das descolonizações, tendo como pano de fundo a Escravidão, culturas miscigenadas, assim como as relações com o Brasil e as raízes afro brasileiras. Realizou diversas exposições na Argentina, Colômbia, Espanha, Estados Unidos, França, Itália, Peru, Malásia, Romênia e Brasil. Saiba mais em vimeo.com/patriciafrancisco

 

Serviço

ABC das Artes;

Sábado, 17 de março;

A partir das 15h;

Local: Avenida Lino Jardim, 905, Vila Bastos, Santo André (SP);

Entrada gratuita. 

Fotografia: Roberto Parizotti