Casa de Apoio Ninar orienta famílias no Dia Mundial de Conscientização da Epilepsia em São Luís (MA)

28 de Março de 2018

Para combater o preconceito e favorecer uma convivência acolhedora para pacientes com a doença, profissionais da unidade esclareceram dúvidas em rodas de conversas

Quem sofre de epilepsia pode tomar vacina? Como socorrer uma pessoa em crise? Essas são algumas perguntas feitas por quem convive com pacientes que possuem essa enfermidade. As dúvidas e preconceitos, embora tenham diminuído com o acesso à informação, ainda são frequentes. Ciente disso, a Casa de Apoio Ninar, sob gestão compartilhada entre Instituto Acqua e Secretaria de Estado da Saúde do Maranhão (SES), realizou rodas de conversas em um evento especial nesta segunda-feira (26/3), Dia Mundial da Conscientização da Epilepsia.

“Nosso objetivo maior é esclarecer para combater preconceitos e, assim, contribuir para a compreensão de que as pessoas com epilepsia, sejam crianças ou adultos, podem ter uma vida normal, desde que sejam regularmente acompanhados por médicos e outros profissionais especializados no tratamento dessa enfermidade”, explicou a neuropediatra e diretora da Casa de Apoio Ninar, Patrícia Sousa.

A epilepsia é uma doença caracterizada por descargas elétricas anormais e excessivas no cérebro, que são recorrentes e geram crises que se manifestam com a perda da consciência, acompanhadas de convulsões, e acontecem em intervalos irregulares de tempo.

No evento, que reuniu crianças e familiares que têm ou convivem com epilepsia, foi possível esclarecer muitas dúvidas. Na roda de conversa ‘Importância da Vacinação’, liderada pelo pediatra Fabrício Pessoa, o microfone aberto permitiu que os participantes apresentassem várias perguntas sobre o tema.

“Muitos são os questionamentos sobre quem pode ou não tomar vacina. As gestantes devem cumprir normalmente a agenda de vacinação. Algumas vacinas apresentam reação, e isso é normal. Somente em casos muito específicos a imunização não é indicada, como para alguns idosos acima de 60 anos, crianças em quadro febril e pacientes portadores de imunodeficiências, por exemplo. As exceções existem, mas são poucas”, explicou Pessoa.

Como parte das crianças acompanhadas pela Casa de Apoio ainda são bebês, a enfermeira Adriana Franco, em sua explanação, abordou o tema ‘Cuidados de Higiene com o Bebê’.

À frente do diálogo sobre ‘Epilepsia e Primeiros Socorros’, a neuropediatra e diretora da unidade, Patrícia Sousa, fez demonstrações sobre como agir diante de um paciente em crise epiléptica. Ela indicou a importância do controle emocional, além do auxílio para o posicionamento da cabeça, distanciamento do paciente de objetos perigosos e locais que ofereçam risco de queda, bem como a importância de não colocar nada na boca de quem está em crise, inclusive água ou remédios.

“Na parte da terapia ocupacional há casos pontuais de atuação. Crianças que têm epilepsia com condições neurológicas comprometedoras da fala e locomoção, por exemplo, contam com a intervenção da terapia ocupacional para ampliar seu desenvolvimento”, concluiu a terapeuta ocupacional Valéria Souza.

 

Fotos: Edgar Rocha