Conselho Federal de Enfermagem relembra primeiro parto natural da rede pública do Maranhão em homenagem aos enfermeiros obstetras

15 de Abril de 2019

Instituição compartilhou nas redes sociais imagem de Marina Vieira Santos, que foi a primeira mulher a passar pelo procedimento natural em maternidade gerenciada pelo Instituto Acqua

O Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) compartilhou nas redes sociais homenagem pelo Dia do Enfermeiro Obstetra, celebrado na última sexta-feira (12/04), com a imagem de Marina Vieira Santos, primeira mulher a optar pela prática do parto natural na rede pública do Maranhão. O procedimento, realizado em julho de 2016, é considerado um marco para a humanização no estado, sendo a Maternidade Benedito Leite, de São Luís, pioneira diante do trabalho que conta com as boas práticas de atenção à gestante. A maternidade é gerenciada pelo Instituto Acqua em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde (SES). 

A opção pelo parto natural, à época, surgiu por meio de Kelma Lucena, coordenadora de enfermagem da maternidade, e por Analamacia Brito, coordenadora de enfermagem do Instituto Acqua. A iniciativa era um sonho de mais de uma década que as duas enfermeiras obstetras alimentavam em realizar na rede pública e, com a aceitação de Marina e o apoio dos gestores do hospital, montaram a estrutura na maternidade para a chegada de Yanne Santos.

Durante a preparação, Marina teve a companhia da mãe Kátia Vieira Santos. A partir do momento em que entrou no quarto preparado exclusivamente para seu parto, a gestante passou a receber massagem, ouvir músicas escolhidas especialmente para a ocasião e todos os procedimentos necessários para que ela estivesse relaxada, mas ao mesmo tempo estimulasse a chegada de Yanne, com os exercícios sobre a bola suíça. “Tudo foi feito de acordo com o tempo e as condições de Marina, que só relaxou de verdade a partir do momento em que foi para os procedimentos realizados na banheira inflável montada para ela. Na água, com o ambiente adequado, Marina conseguiu se soltar mais e estimular a chegada de Yanne de forma natural mesmo”, explicou Kelma.

A pequena Yanne veio ao mundo com 49,5 cm e 2,68 quilos para comemoração da mãe Marina, da avó Kátia e de toda a equipe que acompanhou os procedimentos. A partir desse parto, o Instituto Acqua passou a capacitar e promover o acesso ao parto natural como característica de sua gestão humanizada e acolhedora.

“Não imaginei que meu parto pudesse ser desse jeito, mas quando as enfermeiras falaram comigo entendi que poderia ser melhor para minha filha. Em alguns momentos cheguei a achar que não iria conseguir, mas elas foram muito atenciosas durante todo tempo e deu tudo certo”, contou Marina.

“Esse sonho surgiu em 2005, quando conhecemos essa experiência em Belo Horizonte. Foi um momento de muita emoção, único mesmo”, afirmou Analamacia.

Sob gestão do Instituto Acqua em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde do Maranhão, a Maternidade Nossa Senhora da Penha, também em São Luís, deu sequência à prática e passou a oferecer o parto natural às suas pacientes. Um procedimento como realizado por Marina custaria cerca de R$ 10 mil se fosse realizado em uma unidade particular.

Fotos: Wéllida Nunes