Hospital Dr. Carlos Macieira (MA) amplia número de cirurgias de média e alta complexidade sob gestão do Instituto Acqua

06 de Novembro de 2018

Unidade ampliou mais da metade a capacidade de atendimento de cirurgias de média e alta complexidade com aquisição e conserto de equipamentos

Referência estadual em atendimentos de alta complexidade no Maranhão, o Hospital Dr. Carlos Macieira (HCM), em três meses, ampliou a capacidade de atendimento a cirurgias de alta complexidade, período em que teve início a gestão do Instituto Acqua em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde (SES). A unidade hospitalar realizou entre os meses de junho e agosto o total de 1.481 cirurgias de pequeno, médio e grande porte.

A capacidade de atendimento foi ampliada com a aquisição e conserto de equipamentos utilizados em cirurgias de alta complexidade, como destacou o diretor-geral do HCM, Marko Antônio de Freitas. “Ampliamos em quase 50% a capacidade de atendimento do hospital no que diz respeito a cirurgias de média e alta complexidade após reparo de equipamentos importantes, como as torres de videolaparoscopia e o arco cirúrgico, que reduzem o tempo de permanência do paciente na unidade.”

Com a aquisição e manutenção de quatro torres de videolaparoscopia, dois arcos cirúrgicos e um drill, foram realizados no hospital, entre os meses de junho a agosto, o total de 391 cirurgias de pequeno porte, 768 de médio porte e 322 de grande porte. “Antes, tínhamos capacidade de agendar até quatro cirurgias diárias. Agora, podemos marcar até oito procedimentos por dia, além de ampliar a rotatividade dos leitos”, afirmou a supervisora do Centro Cirúrgico do HCM, Maria Vitória Mota Brito.

Maria do Socorro Gonçalves da Silva, 54 anos, da cidade de Dom Pedro, foi internada no HCM e passou por uma laminectomia descompressiva, procedimento cirúrgico usado em casos de hérnia de disco. “Faz quase um ano que eu sofro demais, com muita dor na coluna e nas pernas. Quase fiquei sem andar”, comentou. 

A cirurgia foi possível graças ao uso do arco cirúrgico. O aparelho gera imagens instantâneas por raios-x em alta resolução e é usado em intervenções mais complexas de cirurgias gerais, ortopédicas, traumatologias, urológicas, pediátricas e neurológicas. Já a torre de videolaparoscopia é um equipamento bastante utilizado em procedimentos cirúrgicos que precisam de melhor visibilidade da parte interna do corpo, a exemplo de cirurgias de vesícula, apendicite, hérnias inguinais, cirurgias torácicas, proctológicas, entre outras, como explicou o médico residente do HCM, Almir Guimarães. 

“O aparelho de videolaparoscopia é muito usado atualmente em cirurgias de retirada de vesícula, por exemplo, que é feita por vídeo, no qual fazemos uso de uma câmera intra-abdominal e, por meio de pinças especiais, você localiza o órgão e faz a retirada de um modo minimamente invasivo”, explicou.

As cirurgias por meio de videolaparoscopia também diminuem o tempo de internação do paciente. Foi o caso de Isabel Cristina Moraes Silva, 50 anos, atendida no HCM e que passou pelo procedimento de colecistectomia videolaparoscópica (cirurgia de vesícula). “Eu cheguei no hospital com uma crise de dor que seguia das costas para o estômago. Internei em uma terça-feira, na quarta-feira fiz a cirurgia e no dia seguinte tive alta”, lembrou Isabel.

Mutirões - Além dos equipamentos, o Hospital Dr. Carlos Macieira também tem realizado cirurgias em massa para diminuir a fila de espera de pacientes da Rede Estadual de Saúde. Entre os dias 21 e 23 de setembro foram realizadas 195 cirurgias de catarata durante mutirão oftalmológico em três dias de atendimento. Já no início de outubro foram realizadas 31 cirurgias de hérnia de pacientes referenciados dentro da própria unidade hospitalar.

“Todos esses avanços também marcam um novo momento da gestão do hospital que tem buscado prestar serviço de qualidade e excelência na área da saúde ampliando sua área de atuação e garantido qualidade de vida a pessoas que esperam por cirurgias no Estado”, finalizou o diretor-geral da unidade, Marko Antônio.