Hospital Infantil Dr. Juvêncio Mattos amplia o tratamento de fissuras lábio-palatinas em São Luís (MA)

22 de Agosto de 2017

Realização do procedimento na unidade evita que crianças e familiares procurem atendimento em outro Estado

Resultado do investimento em saúde e da grande procura por atendimento, o Hospital Infantil Dr. Juvêncio Mattos, em São Luís (MA), amplia os serviços de tratamento de fissuras lábio-palatinas a partir de 25 de agosto. A unidade de saúde é referência no Estado na realização de diversas cirurgias infantis e está sob gestão da parceria Instituto Acqua e Secretaria de Estado da Saúde (SES).

Um evento no auditório do hospital será realizado nesta sexta-feira (25/8), às 10h, para marcar a ampliação desse serviço e apresentar a equipe multidisciplinar da unidade. Além de representantes da SES e do Instituto Acqua, uma equipe da ONG Smile Train também estará presente. Por meio de parceria, a ONG ministrará cursos de capacitação para os profissionais do hospital.

Com um serviço especializado, humanizado e de qualidade, crianças desde o nascimento até os 14 anos terão acesso de forma gratuita ao acompanhamento da equipe multidisciplinar. Profissionais como cirurgião plástico, cirurgião bucomaxilar, fonoaudiólogo, otorrinolaringologista, pediatra, odontopediatra, ortodontista, nutricionista, psicólogo e assistente social atuarão de forma conjunta em apoio às famílias. Com o atendimento na própria unidade, pacientes e familiares não precisarão mais de deslocar para a cidade de Bauru (SP), onde antes realizavam o tratamento.

Andrea Moraes, diretora-administrativa do Hospital Infantil Dr. Juvêncio Mattos, explicou a importância da ampliação dos serviços. “É um momento em que vamos alertar a população para o fato de o hospital já contar com esse tipo de atendimento. As famílias não precisam mais se deslocar para São Paulo para fazer o tratamento. Além disso, vamos trabalhar para suprir a demanda de quem espera pela cirurgia”, afirmou.

Lábio-palatino – O lábio-palatino é uma má-formação congênita que surge entre a segunda e oitava semanas de vida intrauterina e tem como causas fatores genéticos e externos, como má alimentação, ingestão de medicamentos não recomendados e falta ou excesso de vitaminas.

A cirurgiã buco-maxilo-facial do hospital, Ingrid Oliveira, destacou que as famílias podem ter total confiança que o tratamento é feito por uma equipe especializada. “O gasto que se tem com o tratamento fora do Estado é grande. Há também toda a questão emocional da mãe que acaba ficando longe de casa muito tempo, uma vez que ela precisa ir anualmente ao hospital até a criança completar 20 anos. Aqui já estamos oferecendo esse serviço com estrutura e profissionais habilitados para desempenhar o trabalho”, pontuou.

A cirurgiã explicou que é possível detectar a má-formação congênita por meio de exames de ultrassom 3D. “O acompanhamento da família desde o período da descoberta é importante para que ela receba essa criança. Ao nascer, o bebê já tem de ser acompanhado pelo serviço multidisciplinar, que ensina como alimentá-lo corretamente, por exemplo. Às vezes a criança não consegue mamar, e esse apoio, assistência e cuidado são importantes para seu desenvolvimento. Por isso, ela fica em tratamento conosco até completar 20 anos”, completou.

Nesse tipo de tratamento a odontologia é crucial para o sucesso na recuperação, por ser responsável pelo controle do crescimento da face do bebê. Com o acompanhamento realizado pelo ortodontista da unidade, as crianças têm mais chances de não apresentar sequelas. “A mandíbula pode crescer muito e o maxilar não se desenvolver, o que causa problemas na fala e alimentação, além de danos estéticos. O posicionamento dos dentes é importante para concretizarmos o tratamento”, concluiu Ingrid.