Hospital Infantil Dr. Juvêncio Mattos (MA) realiza cirurgias para tratamento de crianças com hidrocefalia

31 de Janeiro de 2019

Unidade hospitalar gerenciada pelo Acqua efetua, aproximadamente, 150 cirurgias desse porte ao ano

Realizar cirurgia complexa em crianças com hidrocefalia está entre as especialidades que o Hospital Infantil Dr. Juvêncio Mattos atende na capital maranhense. Gerenciada pelo Instituto Acqua em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde (SES), a unidade realizou, na última terça-feira (29), o procedimento cirúrgico chamado de derivação ventrículo-peritoneal (DVP) na pequena Thayla Dalila Tavares, de 1 ano e 2 meses. Procedimentos desse porte se tornaram referência no Estado.

“A derivação é um procedimento cirúrgico para tratar a condição da hidrocefalia, quando o excesso de líquido cefalorraquidiano é acumulado nos ventrículos do cérebro. Esse líquido protege contra lesões no interior do crânio”, explicou Cláudio Araújo, pediatra e responsável médico do Acqua.

Na hidrocefalia há um acúmulo excessivo desse líquido causando o aumento de pressão no crânio, comprimindo o cérebro, que pode levar à morte ou deixar sequelas. Quanto mais cedo o início do tratamento, melhor será a qualidade de vida da pessoa acometida pela doença. O procedimento dura em média 90 minutos, com a presença de neurocirurgião e a recuperação em até sete dias.

“No procedimento é inserido na criança um cateter que liga o ventrículo cerebral, onde há acúmulo de fluido, e a cavidade abdominal da criança, para onde o excesso de líquido será drenado e absorvido pelo peritônio (estrutura do abdômen que tem a capacidade de absorver o líquor). A capacidade de drenagem do cateter é regulada por uma válvula”, descreve o médico neurologista Benedito Sabbak, responsável pela cirurgia.

Alguns fatores podem causar a doença, como produção excessiva ou absorção deficiente de líquido pelos vasos sanguíneos devido a alguns bloqueios como cistos, tumores e inflamações cerebrais. O diagnóstico é clínico por meio de exame físico e é confirmado por exames de imagens como ultrassonografia, tomografia computadorizada e ressonância magnética.

A unidade hospitalar realiza, aproximadamente, 150 cirurgias desse porte, por ano, e é referência nesse tipo de procedimento, além de ofertar também atendimento em pediatria clínica, UTI pediátrica e neonatal, neonatologia e cirurgia geral infantil.

“É um sonho o que eles fazem nesse hospital. Não tem palavras para descrever esse sentimento. Estou muito feliz em ver minha menina sendo amparada pelo Estado”, contou Irenilde Tavares Ribeiro, 35 anos, mãe da pequena Thayla.

Fotos: Márcio Sampaio/SES