Maternidade Benedito Leite possui posto de coleta especializado para quem precisa de transplante de medula

18 de Dezembro de 2017

Material doado voluntariamente por gestantes que dão à luz na unidade contribui para o tratamento de pessoas que precisam de transplante de medula óssea no País

Reconhecida pelo atendimento humanizado dos profissionais de saúde, a Maternidade Bendito Leite, em São Luís (MA), se tornou a primeira no Estado a possuir um posto de coleta de células do cordão umbilical, inaugurado na última sexta-feira (15/12). Instalado no setor de pré-parto, o local possibilita que o material celular seja retirado e armazenado para posterior envio ao Centro de Processamento Celular, que fica no Hemomar (Centro de Hemoterapia e Hematologia do Maranhão).

Com essa iniciativa, a maternidade, que está sob gestão do Instituto Acqua em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde, contribui para o tratamento de pessoas em todo o País que necessitam de transplante de medula óssea. O sangue do cordão umbilical é rico em células-tronco, essenciais para esse tipo de transplante.

Para doar, as gestantes da maternidade passarão por uma triagem, pois existem critérios que habilitam a doação. As que possuírem o perfil adequado serão convidadas a fazer a doação e assinar um termo de consentimento no pré-parto. Em seguida, a doadora será encaminhada para entrevista com uma enfermeira obstetra, dedicada ao processo de coleta de cordão umbilical.

O material colhido vai para o Centro de Processamento Celular. “Quando a placenta é removida, ela é levada para o posto de coleta, onde é feita a pulsão do cordão e coletado o material, que é colocado em uma bolsa semelhante à de doação de sangue. Em seguida, ela é enviada ao Centro de Processamento para ser analisada e congelada, se tiver qualidade”, explicou Marcelo Arruda, diretor-geral do Centro de Processamento Celular. As doações serão utilizadas pelo Renacord (Registro de Unidades de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário), relacionado diretamente ao Redome (Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea).

Para o diretor-geral da maternidade, Hilmar Hortegal, a escolha da unidade reflete o trabalho de excelência oferecido às gestantes maranhenses. “O posto de coleta para mães que quiserem ser doadoras de células do cordão umbilical é um serviço que oferecemos à população do Estado com potencial para auxiliar no tratamento e cura de muitas pessoas”, comentou.

O posto funciona em uma sala com bancada, sistema de informática, equipamentos de coleta, insumos e geladeira de sangue, própria para esse tipo de armazenamento.

Centro de Processamento Celular – Instalado no Hemomar, o Centro de Processamento Celular compõe a Rede BrasilCord, que reúne os BSCUPs (Bancos Públicos de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário). Em São Luís, o centro tem capacidade para armazenar 3.623 cordões. “O sangue do cordão umbilical fica armazenado por tempo indeterminado, congelado a -196°C. Há estudos que apontam cordões sendo descongelados depois de 15 anos e viáveis”, ressaltou Marcelo Arruda.

“O material armazenado no banco público fica disponível para toda a população do Brasil que necessite de transplante”, frisou. O Centro de Processamento Celular é uma unidade ligada diretamente ao Cemo (Centro de Transplante de Medula Óssea), do Ministério da Saúde.