Qualificação em libras reforça atendimento humanizado em maternidades do Maranhão

08 de Fevereiro de 2018

Profissionais das maternidades de Alta Complexidade do Maranhão, Benedito Leite e Nossa Senhora da Penha iniciaram aulas para acompanhamento de surdos e mudos

As maternidades de Alta Complexidade do Maranhão, Benedito Leite e Nossa Senhora da Penha, todas em São Luís (MA), ganharam reforço na qualificação para tratamento humanizado de seus pacientes. As unidades, gerenciadas pelo Instituto Acqua em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde, receberam do Governo do Maranhão o curso de Libras, parte do projeto ‘Saúde em Libras’, lançado nesta terça-feira (6/2) com uma aula inaugural na Maternidade de Alta Complexidade. As aulas da primeira turma encerram em maio.

As secretarias de Estado da Saúde e de Direitos Humanos e Participação Popular, de forma integrada, implantaram o projeto pioneiro no Maranhão para capacitar os profissionais da rede estadual de saúde, otimizando o acesso e a qualidade do atendimento para a pessoa surda e seus familiares.

“Tivemos o primeiro parto com auxílio de intérprete para pessoa surda no ano passado. Vamos realizar a capacitação dos primeiros 30 profissionais e a ideia é expandir para novas unidades para que os pacientes tenham mais acessibilidade e assistência em saúde de forma integral”, disse o secretário de Estado da Saúde, Carlos Lula.

A primeira turma, que terá aulas ministradas na Maternidade de Alta Complexidade do Maranhão, conta com 10 profissionais de cada maternidade contemplada nesta primeira etapa do projeto. “A iniciativa ‘Saúde em Libras’ foi articulada de acordo com as demandas solicitadas junto à sociedade civil e ao Conselho Estadual de Direito à Pessoa com Deficiência. O curso é um ato de reconhecimento à cidadania da pessoa surda, uma decisão importante de humanização do atendimento aos usuários do sistema de saúde do Maranhão”, destacou o secretário de Estado dos Direitos Humanos e Participação Popular, Francisco Gonçalves da Conceição.

O projeto representa a possibilidade de diminuir e eliminar as barreiras de comunicação em qualquer situação de atendimento, cumprindo fielmente um dos comandos previstos pelo art. 3º da Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/2015).

“A principal conquista é a comunicação. É muito importante os profissionais aprenderem Libras, conseguindo trocar informações com o ser humano em qualquer lugar. Estou muito feliz com a abertura do curso, pois isso vai motivar os profissionais a aprenderem mais e a terem um cuidado especializado com o surdo, mudo ou cego”, disse Mayk Oliveira, pai do primeiro bebê nascido com a ajuda de intérprete na Maternidade de Alta Complexidade do Maranhão, em 2017.

O projeto ‘Saúde em Libras’ começará pelas maternidades, mas se estenderá como formação para outros profissionais de saúde das unidades estaduais, sejam elas de urgência e emergência, alta complexidade ou saúde mental, respeitando a singularidade da oferta de cada serviço.

 

Foto: Márcio Sampaio/SES