Sob gestão Acqua, Hospital Regional de Balsas (MA) celebra marca de 365 dias sem morte materna

12 de Fevereiro de 2019

Conquista surgiu após a adoção de estratégias e ações voltadas para a qualidade de vida da mulher; implantação do Centro Sentinela de Planejamento Reprodutivo também é destaque

O Hospital Regional de Balsas, gerenciado pelo Instituto Acqua em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde (SES) do Maranhão, acaba de celebrar a marca histórica de 365 dias sem morte materna. A unidade é referência para 13 municípios. Na ocasião, representantes do poder público e do Instituto Acqua receberam placas de homenagem alusivas à conquista. Balsas fica a 810 km de São Luís, capital maranhense.

A meta foi alcançada no dia 28 de dezembro de 2018 – primeira vez em 20 anos que a região chega a marca histórica, e é resultado do trabalho conjunto entre diversas instituições, após a adoção de estratégias e ações voltadas para a qualidade de vida da mulher, pré-natal, parto e puerpério, como a inauguração do Hospital Regional de Balsas, do Centro Sentinela de Planejamento Reprodutivo e a Planificação da Saúde. Um trabalho em parceria entre Governo do Estado, por intermédio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), Instituto Acqua, Prefeitura Municipal, Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS) e Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass).

“Dar cuidado, atenção e carinho, tratar os usuários do SUS como se deve, sem distinções, é uma meta da SES. Quando inauguramos o hospital, tínhamos o desafio de fazê-lo modelo de assistência para o estado. Pois bem, hoje somos procurados por outros estados para saber como a política de saúde na região funciona e como conseguimos essa marca histórica”, destacou o secretário de Estado da Saúde, Carlos Lula.

Para a diretora do Instituto Acqua, Paula Assis, responsável pelas unidades de saúde do Maranhão, o resultado é motivo de orgulho. “Nós do Acqua estamos muito satisfeitos com essa conquista e por fazermos parte de uma página tão importante na história da população maranhense. Que venham mais dias que mereçam uma comemoração nobre como esta”, ressaltou.

A consultora nacional em saúde sexual, saúde reprodutiva e saúde da mulher da OPAS/OMS, Mônica Iassanã, falou da importância de discutir a temática a nível global. “É fundamental termos esta união, este compromisso, porque a morte materna é um problema de saúde mundial. É preciso continuar a tratar esse tema como prioritário”, comentou a especialista que na ocasião correspondeu a representante nacional da OPAS/OMS, Socorro Gross.

Durante a cerimônia, foi apresentada a história da empresária Olívia Dias Ciappina, que em outubro precisou fazer um parto com urgência no Hospital Regional de Balsas e teve de passar por histerectomia, após apresentar uma complicação obstétrica grave associada a um quadro de pré-eclâmpsia. A mãe e o filho Enzo Rafael precisaram permanecer na UTI por nove dias.

“Fui trazida para o hospital regional e não se passaram nem 30 minutos entre minha entrada na unidade e no centro cirúrgico. Para mim, o grande diferencial daqui é o calor humano. Isso fez diferença mediante meu sofrimento. Balsas e região ganharam muito com esse hospital”, comentou Olívia.

A unidade - Inaugurado em 20 de setembro de 2017, o Hospital Regional de Balsas foi um dos destaques entre as iniciativas que levaram a melhoria da assistência materno-infantil na região. Até dezembro de 2018, a unidade havia realizado 3.205 partos, dos quais 1.478 normais e 1.731 cesáreas.

Oferece assistência materna de urgência e emergência obstétrica 24h, e é referência para 13 municípios da região. Conta com 12 leitos clínicos, 14 pediátricos, 20 alojamentos conjuntos, quatro quartos PPP, seis leitos de UCINCo, seis leitos de UCINCa e 12 para UTI adulto e quatro salas cirúrgicas.

Morte materna - É o óbito de uma mulher durante a gestação ou até 42 dias após o término da gestação, independente da duração ou da localização da gravidez. É causada por qualquer fator relacionado ou agravado pela gravidez ou por medidas tomadas em relação a ela.

No Brasil, ela está entre as dez principais causas de morte entre as mulheres de 10 a 49 anos. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada 2 minutos, uma mulher morre durante a gravidez, no parto ou depois dele, devido a complicações. As causas mais comuns que levam ao óbito materno são hipertensão gestacional, hemorragias graves no momento do parto e infecções provenientes de abortos inseguros.

Fotos: Marcio Sampaio/SES