UTI Materna da Maternidade de Alta Complexidade do Maranhão realiza 3.500 atendimentos em São Luís (MA) em um ano de funcionamento | Instituto Acqua

UTI Materna da Maternidade de Alta Complexidade do Maranhão realiza 3.500 atendimentos em São Luís (MA) em um ano de funcionamento

13 de Abril de 2018

Infraestrutura, tecnologia e melhoria contínua fazem da ala uma das mais importantes para salvar vidas de gestantes e parturientes no Estado

Há um ano, o Instituto Acqua, em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde do Maranhão (SES), entregava um dos mais importantes recursos de saúde pública do Estado: a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Materna, na Maternidade de Alta Complexidade do Maranhão, em São Luís (MA). Com recursos tecnológicos e sistema de gestão avançados, a ala realizou 3.500 atendimentos desde sua inauguração, entre admissões, emissão de pareceres, exames, cirurgias e demais procedimentos.

A unidade conta com oito leitos, sendo um de isolamento para casos com potencial de contaminação, equipe multiprofissional qualificada e equipamentos de amplo monitoramento que garantem atendimento acolhedor, dinâmico e eficaz.

Ao longo desse primeiro ano de funcionamento, a UTI Materna realizou 294 admissões, 223 pareceres médicos e 140 cirurgias, além de 166 exames, como tomografia, ressonância, ultrassonografia, ecocardiograma, raio-X e eletrocardiograma, entre outros atendimentos. Nesse período, a unidade também registrou 2.144 procedimentos de profissionais das áreas de fisioterapia e serviço social, curativos, intubação e passagem de sonda, entre outros.

“Estamos sempre em processo de melhoria contínua. Para isso, adotamos ferramentas de gestão, como treinamentos, e softwares como o Epimed, que permite um amplo monitoramento das pacientes. Isso traz segurança e evita perdas. É para isso que estamos aqui: para salvar vidas e promover saúde”, destacou o enfermeiro intensivista e supervisor da UTI Materna, Cláudio dos Santos.

O Epimed é uma ferramenta de qualidade que assegura o monitoramento dos pacientes, desenvolvida para a área da saúde. O sistema consiste em um software para monitoramento detalhado dos leitos. Ele apresenta, em detalhes, os parâmetros fundamentais para controle do paciente.

O sistema está presente em mais de 400 hospitais de todo o Brasil, com mais de 750 UTIs e 1 mil leitos monitorados, totalizando cerca de 1 milhão de pacientes em sua base, a maior de dados clínicos epidemiológicos da América Latina.

Equipamentos – Ainda que a Resolução Nº 7 do Ministério da Saúde, de fevereiro de 2010 – que dispõe sobre os requisitos mínimos para funcionamento de Unidades de Terapia Intensiva –, permita o uso de um ventilador mecânico a cada dois leitos, a UTI Materna utiliza um equipamento para cada paciente. “Temos oito ventiladores. Um para cada gestante ou parturiente, além de outro de reserva”, explicou o fisioterapeuta e supervisor de reabilitação, Flávio Lima.

Além do potencial da ventilação, a unidade possui dois aparelhos para hemodiálise, que, caso não houvessem, exigiriam a transferência das pacientes para UTIs não maternas de outros hospitais. Isso representa um dos maiores benefícios e grande diferencial do atendimento.

A máquina de hemodiálise é acionada por sistema touchscreen, com perfil avançado, que permite transformar a água potável em destilada. Essa característica garante uma diálise segura. “Esse é mais um diferencial da Maternidade de Alta Complexidade, que está preparada para receber, inclusive, pacientes com patologias autoimunes e, com o uso do equipamento, retirá-las da fase aguda por meio da diálise”, explicou o supervisor da UTI, Cláudio dos Santos.

A diálise é uma técnica que visa suplementar as falhas da função renal das pacientes que não conseguem eliminar água e produtos de excreção do sangue. Ela pode ser realizada tanto sob a forma de hemodiálise quanto de diálise peritoneal.

Perfil de atendimento – A UTI Materna da Maternidade de Alta Complexidade do Maranhão atende pacientes obstétricas graves, nos períodos pré, intra e pós-parto, com doenças próprias da gravidez ou nela intercorrentes e que necessitem de internação em regime de cuidados intensivos. A ala recebe casos referenciados por meio do Sistema de Regulação de Leitos Obstétricos da SES e possui ambientação adequada para o acolhimento e atendimento humanizados.

Natália Naiva, mãe da pequena Luiza, recebeu indicação de cesariana devido aos picos de pressão arterial. Após a cirurgia na maternidade, para melhor monitoramento, ela foi encaminhada para a UTI Materna, onde recebeu acolhimento e segurança para preservação de sua saúde e do bebê.

“Falar deste atendimento me emociona. Minha pressão arterial chegou a ‘19 por 11’ e, em duas horas, sob os cuidados dos profissionais e dispondo destes equipamentos de monitoramento integral, a pressão normalizou. Aqui também tive a oportunidade de fazer a ordenha para que o meu leite materno alimente minha filha. Isso que é ofertado aqui é muito humano e especial. O meu sentimento é de gratidão e muito amor”, ressaltou Natália.