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Fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais celebram exercício profissional em unidades de saúde gerenciadas pelo Acqua no Maranhão

13/10/2020

Em 13 de outubro é comemorado o Dia Nacional do Fisioterapeuta e do Terapeuta Ocupacional

Profissionais de Fisioterapia e Terapia Ocupacional participaram, nesta terça-feira (13/10), de atividades de capacitação e reflexão sobre o exercício profissional nas unidades de saúde gerenciadas pelo Instituto Acqua em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde (SES) do Maranhão. Palestras e rodas de conversa integraram as ações nas maternidades Benedito Leite e de Alta Complexidade do Maranhão, além do Hospital Dr. Carlos Macieira, na capital.

Na Maternidade de Alta Complexidade do Maranhão (MACMA), a programação contou com palestra do fisioterapeuta Fernando Muniz, presidente do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional, que abordou o tema das novas evidências em Neonatologia.
Fernando destacou a importância da presença da família nos processos de evolução dos cuidados aos recém-nascidos internados na maternidade e que a evidência científica é uma probabilidade que deve ser considerada em conjunto com a experiência profissional. “Pensar como fisioterapeuta é entender que a neonatologia não tem robustez em termo de evidência, mas que é preciso desenvolver essa sensibilidade aliada com a experiência”, disse o especialista, que integrou a equipe de elaboração dos Protocolos Clínicos e Diretrizes Fisioterapêuticas (PCDF) no Enfrentamento da Covid-19, documento do Conselho Federal da área de saúde.

As atividades na MACMA contaram ainda com palestras da terapeuta ocupacional Valéria Ferreira, que falou sobre a importância da intervenção precoce no desenvolvimento infantil, e também do fisioterapeuta João Vitor Fortes, sobre as alterações respiratórias causadas pelo Sars-Cov2 no período gestacional.

O fisioterapeuta e responsável técnico pela UTI Neonatal da maternidade, Paulo Rogério Lobão, comentou sobre a importância destes profissionais na unidade. “Desde o nascimento da criança até o momento da alta, o cuidado com a reabilitação e todas as estimulações motoras e respiratórias garantidas pelo fisioterapeuta são fundamentais para o desenvolvimento saudável da criança ao longo da vida”, explicou. O fisioterapeuta está há 15 anos na maternidade e é um dos 50 profissionais de Fisioterapia e Terapia Ocupacional que atuam na unidade.

Diálogo sobre a profissão – A equipe da Maternidade Benedito Leite promoveu café da manhã com roda de conversa entre a fisioterapeuta neonatologista Luiza Maria Miranda Martins, a pediatra Gabriella Miranda Martins e a ginecologista Wanara Pithon da Silva Pereira. O diálogo abordou a importância interdisciplinar dos profissionais de fisioterapia e terapia ocupacional nos diversos setores da maternidade.

Luiza Miranda, que atua na Fisioterapia há mais de 20 anos, coordena a supervisão multidisciplinar da unidade de saúde. Ela explica que existe uma diferença ampla entre a atuação do fisioterapeuta e do terapeuta ocupacional, mas que são atividades interdependentes. “O fisioterapeuta foca na coordenação motora mais ampla e nos cuidados com a reabilitação da respiração. O terapeuta ocupacional tem foco nos estímulos sensoriais e neurológicos, de forma a organizar o corpo e os sentidos do bebê”, ressaltou Luiza.

A Maternidade Benedito Leite mantém 14 fisioterapeutas na equipe. São profissionais que recuperam a saúde dos pacientes em suas funções motoras e respiratórias, com uso de ventilação mecânica e oxigenação aos internados em terapia intensiva. O foco do fisioterapeuta é a reabilitação e a prevenção.

“Nós fazemos a terapia do movimento. Estímulos mecânicos que acionam os hormônios, o sistema nervoso, que contribuem com o trabalho de parto, que é fisiológico. É um trabalho importantíssimo porque diminui os danos que possam haver com a gestante ou com o bebê”, pontuou a fisioterapeuta.

Atuação contra Covid-19 – No Hospital Dr. Carlos Macieira (HCM) estão presentes 74 profissionais de Fisioterapia e 3 terapeutas ocupacionais. A equipe também promoveu um encontro com café da manhã e reflexão sobre a atuação dos profissionais no contexto da pandemia do novo coronavírus. O hospital é referência nesse tratamento e recebe pacientes de alta e média complexidade no Maranhão.

“Foi um momento para trocar experiência e fortalecer o trabalho em equipe para as novas etapas que vamos seguir. Hoje a equipe tem uma harmonia técnica e de conhecimento mútuo, que está bastante atenta ao trabalho em conjunto com foco na reabilitação e que foi bastante significativo nesse contexto da pandemia”, ponderou a supervisora multiprofissional do HCM, Alessandra Mesquita.

Para a fisioterapeuta Florbela Correa Pereira, que tem 10 anos de experiência em terapia intensiva e 4 anos vinculada ao hospital estadual, a pandemia só evidenciou a importância do trabalho dos fisioterapeutas nas UTI’s e ambiente hospitalar.

“A gente se deparou com o desafio de uma doença desconhecida, mas o ambiente de tratamento e o trabalho que desenvolvemos na recuperação e reabilitação fazem parte da nossa atuação. É gratificante poder mostrar a importância do nosso serviço. Tenho muito orgulho dessa vocação e da profissão que salva vidas, que gera uma ligação muito íntima com os pacientes, tenho muita gratidão”, finalizou Florbela.

Data comemorativa – A data de 13 de outubro foi escolhida para celebrar o Dia Nacional do Fisioterapeuta e do Terapeuta Ocupacional após o reconhecimento oficial, em janeiro de 2015, diante da Lei nº 13.084, e estabeleceu a celebração da data em todo território nacional.

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