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Postura corporal e maternidade compartilhada são temas de diálogo com gestantes na Maternidade Benedito Leite (MA)

10/07/2019

Assuntos foram tratados durante encontro da Roda de Casais Grávidos; profissionais da equipe multiprofissional da unidade orientaram gestantes

O diálogo promovido pela Maternidade Benedito Leite, em São Luís (MA), orientou as gestantes e acompanhantes sobre a postura corporal correta, papel e a importância da maternidade compartilhada com a presença do pai no processo de gestação. O momento, realizado na última terça-feira (9/07), integra  o 8º ciclo da Roda de Conversa para Casais Grávidos da unidade gerenciada pelo Instituto Acqua em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde (SES).

Com o tema ‘Fisioterapia no preparo da mulher para gestação e trabalho de parto’, a fisioterapeuta Luiza Miranda orientou as grávidas sobre a postura corporal correta durante o processo gestacional. A doutora em Ciências da Educação lembrou que após a liberação médica, a prática de exercícios pode ser realizada.

“Durante o processo gestacional a mulher tem algumas alterações, entre as quais fisiológicas, metabólicas,  aumento de peso e o organismo precisa se adaptar a essas transformações que são de ordem crescente, de acordo com o desenvolvimento fetal. Ela precisa ser orientada sobre como sentar e levantar de uma cadeira ou cama, o modo correto de realizar atividades de casa, justamente para evitar dores nas costas ou edemas”, detalhou a coordenadora da equipe multiprofissional.

Ela lembrou ainda que em pacientes sedentárias a preocupação é sempre com o condicionamento vascular, porém atividades como caminhada, hidroginástica e pilates podem ser indicadas. Pacientes que já têm hábito da prática de exercício físico, o recomendado é adaptar a proporção que a gestação evolua sem que ocorra impactos à barriga.

Durante a conversa, a profissional chamou atenção sobre a orientação obtida de forma não segura. “Em cada momento do trabalho de parto são feitos exercícios de acordo com a dilatação da paciente, sempre buscando facilitar a ação não farmacológica e facilitar o mecanismo de parto. Toda esse terapia não pode ser feita de forma aleatória. Ela é feita de forma conduzida e com técnica específica. Por exemplo, a gestante não pode chegar na maternidade com 5cm de dilatação e querer fazer exercícios de agachamento. Algumas leem na internet sobre exercícios, fazem de forma errada e acabam deixando o momento mais doloroso e dificultando o trabalho de parto”, alertou.

O encontro foi encerrado com o psicólogo Gabriel Cutrim que abordou o tema ‘Pai presente, pai consciente’. O profissional atua na equipe multiprofissional da maternidade e destacou o papel da paternidade no processo de gestação e ainda as dificuldades para o casal.

“Toda a história durante a gestação vai influenciar totalmente o pós-parto. Quando a maternidade e paternidade é compartilhada, o casal fortalece o vínculo juntos e faz com que essa relação fique mais saudável. A gestante, quando tem a presença do pai acolhendo e apoiando ao lado, tem mais conforto e com isso evita a possibilidade de desencadear uma depressão pós-parto”, pontuou o psicólogo.

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